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Enjoo na gravidez: por que acontece e como aliviar

✍️📰 Da Redação
📸 Freepik

As náuseas e os vômitos durante a gestação ainda não são completamente compreendidos pela medicina, mas há fortes indícios de que estejam relacionados ao aumento do hormônio hCG. Esse hormônio, fundamental para manter a gravidez, estimula uma região do cérebro conhecida como “centro do vômito”, o que explicaria o desconforto frequente, especialmente em gestações de gêmeos, nas quais os níveis hormonais costumam ser ainda mais elevados.

Apesar do desconforto, a presença de enjoo de forma leve a moderada costuma indicar que a gravidez está evoluindo bem. Isso porque os sintomas são reflexo de uma produção hormonal adequada. No entanto, quando os vômitos afetam a alimentação da gestante, causam perda de peso ou impedem atividades rotineiras, é essencial comunicar o obstetra. Nesses casos, pode ser necessário iniciar um tratamento mais específico.

Uma das principais recomendações para amenizar os enjoos é fracionar a alimentação. Comer em pequenas quantidades a cada 2 ou 3 horas, especialmente alimentos secos e frios pela manhã, costuma trazer alívio. Alimentos muito quentes ou gordurosos devem ser evitados. Em algumas situações, o uso de medicamentos antieméticos será avaliado pelo médico.

Sobre o uso de limão, a fruta é frequentemente apontada como uma aliada no combate ao enjoo, mas seu efeito é mais eficaz sobre sintomas de azia, devido ao aumento da acidez gástrica. Mesmo assim, algumas mulheres relatam melhora com suco de limão ou água com limão, que são opções mais agradáveis ao paladar.

Não há uma dieta restrita para gestantes com enjoo. O importante é manter a alimentação regular, optando por alimentos leves, como biscoitos sem recheio, frutas frescas, torradas e cereais, respeitando o intervalo de poucas horas entre as refeições.

O enjoo geralmente começa entre a 5ª e 6ª semana de gestação, atinge o pico entre a 8ª e a 10ª semana e tende a desaparecer até a 16ª semana. Caso os sintomas persistam além desse período, é necessária uma investigação médica. Condições como cálculos na vesícula, efeitos colaterais de medicamentos ou mesmo alterações emocionais, como depressão, podem estar por trás da continuidade dos enjoos.

Mulheres que passaram por cirurgias bariátricas ou que apresentam distúrbios emocionais também tendem a manifestar os sintomas de forma mais intensa. Mesmo assim, é raro que o enjoo se prolongue por toda a gravidez. Avaliações médicas são essenciais para garantir segurança à mãe e ao bebê.

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