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Vereadores votam quanto a Prefeitura poderá gastar em 2026

A Câmara Municipal de Franca (SP) realiza nesta terça-feira (25) sessão ordinária, que será dedicada exclusivamente a uma votação crucial: a segunda e última discussão do projeto de lei encaminhado pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB) sobre quanto a Prefeitura terá para gastar no ano que vem.

Este documento é a peça mais importante do planejamento financeiro anual da cidade e conclui um ciclo de regras que determinam onde e como o dinheiro público deve ser investido. O projeto já foi aprovado na primeira votação e retorna ao plenário com uma novidade: a inclusão de mudanças propostas pelos vereadores, chamadas de emendas.

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Onde os vereadores querem mudar

Quatro emendas (ou mudanças na proposta) foram apresentadas pelos vereadores Walker Bombeiro da Libras (PL), Zezinho Cabeleireiro (PSD) e Leandro O Patriota (PL). O ponto comum nas propostas é o redirecionamento de verbas que, originalmente, seriam usadas na comunicação social e publicidade da Prefeitura.

As propostas de remanejamento são:

  • Emenda 544/2025: R$ 866.887,49 para a reforma e ampliação do prédio da Guarda Civil de Franca.
  • Emenda 545/2025: R$ 1 milhão para pagar cirurgias eletivas (aquelas que podem ser agendadas) na área da Saúde.
  • Emenda 546/2025: R$ 1 milhão para exames de alta complexidade (mais caros e detalhados).
  • Emenda 547/2025: R$ 1 milhão para o serviço de Endocrinologia (Casa do Diabético), focado na compra de sensores de glicose para monitoramento contínuo.

É importante ressaltar que essas mudanças dependem da transferência de dinheiro que já tinha destino certo, pois não existe uma “reserva” específica no orçamento para elas.

Montante total: R$ 1,78 bilhão

O projeto de orçamento para 2026 prevê uma arrecadação e fixa um limite de gastos para o município de Franca no valor total de R$ 1.783.146.244,00. Este valor foi calculado seguindo as regras da Constituição e as leis federais que regem as contas públicas. A Prefeitura informou que realizou audiências com a população para coletar sugestões antes de finalizar o projeto, que cobre todas as áreas da administração municipal.

As áreas que concentram a maior fatia de investimentos são:

  • Educação: R$ 602,5 milhões (incluindo as universidades municipais Uni-FACEF e Faculdade de Direito de Franca).
  • Saúde: R$ 483,4 milhões (incluindo o Fundo Municipal de Saúde e fundos menores).
  • Meio Ambiente: R$ 133,3 milhões (para gestão, saneamento e proteção animal).
  • Infraestrutura Urbana: R$ 108,3 milhões.
  • Assistência Social: R$ 93,7 milhões.

Para a Câmara de Vereadores, o repasse mensal será de R$ 40.568.772,00. Esse valor é a cota garantida pela Constituição e representa cerca de 2,3% do orçamento total da cidade. O projeto permite que o Prefeito faça mudanças e ajustes nos gastos (chamados de créditos extras) de até 20% do orçamento total, por meio de um decreto. Isso só é possível se o dinheiro for retirado de áreas onde a verba não foi usada (anulação de gastos) ou se a arrecadação da Prefeitura for maior que a esperada.

As principais fontes de dinheiro da cidade são:

  • Impostos, taxas e contribuições: R$ 532 milhões.
  • Verbas federais e estaduais (transferências): R$ 916,5 milhões.
  • Rendimentos próprios e serviços: R$ 149,3 milhões.
  • Vendas de bens e outros: R$ 145,2 milhões.

Da Redação
Foto:
Divulgação/Câmara Municipal de Franca

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