Monsenhor José Geraldo Segantin volta presidir missas após internação
Com a tradicional fala mensa e serena, monsenhor José Geraldo Segantin voltou a presidir missas no Santuário Diocesano de Santo Antônio neste fim de semana, após ficar 14 dias internado para tratar um quadro de pancreatite.
Durante a homilia, ele compartilhou o calvário que passou e emocionou fiéis ao testemunhar o milagre que recebeu.
“Passei mal foi aqui neste altar. Daqui fui levado para o hospital Unimed, lá fiquei dois dias e a situação só piorava. Depois eles me disseram, o senhor estava aqui e a morte estava aqui. Lado a lado. O nosso esforço era para que o senhor vivesse. Digo para vocês, eu nunca tinha passado sede, eu fiquei 14 dias sem poder colocar na boca uma gota de água”.
O sacerdote aproveitou para agradecer as inúmeras orações.
“Você não sabe se é dia, se é noite, dentro de uma UTI, mas eu pedia para Deus: ‘Se for do vosso agrado eu continuar sendo padre, exercendo meu ministério’, e Deus ofereceu essa graça. Deus faz milagres. Creiam, peçam! Eu posso testemunhar por vocês. Comigo, mais uma vez, não foi o primeiro, não; muitas e muitas vezes, e está também… Neste mês, eu recebi um grande milagre de Deus.”
A pancreatite
A pancreatite é uma inflamação no pâncreas que pode surgir de forma súbita ou prolongada, dependendo da causa e da evolução do quadro. Entre os fatores mais frequentes associados à doença estão cálculos biliares, consumo excessivo de álcool, alterações nos níveis de triglicerídeos, uso de medicamentos e algumas infecções. Os sintomas aparecem de maneira intensa, geralmente com dor abdominal persistente, náuseas, vômitos, febre e distensão abdominal. O diagnóstico é feito a partir da combinação entre a avaliação clínica, exames de sangue que medem enzimas pancreáticas e exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia ou ressonância.
No caso da pancreatite aguda, o tratamento costuma envolver hidratação por via intravenosa, controle da dor e manejo nutricional, podendo exigir internação dependendo da gravidade. Já na pancreatite crônica, que causa danos progressivos ao órgão, o foco é atenuar os sintomas e repor funções comprometidas, como a produção de enzimas digestivas. Em qualquer situação, o acompanhamento médico é essencial para evitar complicações.
Thiago Rocioli/Da Redação
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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