Fé e Ciência buscam explicar o milagre
Um milagre. Assim pode ser chamado o menino Brenno Fernandes Girdziauckas, de 4 anos, que sobreviveu à queda do décimo andar do prédio onde mora, em Ribeirão Preto (SP). A recuperação da criança segue surpreendendo todos a sua volta. Duas semanas após o acidente, o menino já respira sem auxílio de aparelhos,recebeu alta da CTI (Centro de Terapia Intensiva) pediátrica do Hospital das Clínicas e foi transferida para um quarto da enfermaria, apresentando evolução considerada acima do esperado.
Desde a internação, no fim de dezembro, Brenno vem demonstrando respostas positivas ao tratamento. Além de não depender mais de ventilação mecânica, imagens divulgadas pela família nas redes sociais mostram que o menino não apresenta ferimentos aparentes no rosto, o que reforça a percepção de um quadro clínico atípico diante da gravidade da queda.
Amigo da família, o padre Josirlei Aparecido da Silva acompanhou de perto o período de internação e esteve no hospital para realizar orações.
“Eu me direcionei ao leito em que ele estava e pedi para que Deus pudesse continuar fazendo a sua obra, porque a gente via realmente que ele estava melhorando aos poucos. Pedi mais uma vez que Nossa Senhora de Fátima cobrisse com o manto sagrado e que o Espírito Santo continuasse cuidando, visitando o seu corpo e sarando onde mais precisava. Acho que isso foi muito bom”, diz.
Durante a visita, o padre conversou com a equipe médica e soube que a criança já passava por redução da sedação, etapa considerada delicada no processo de recuperação. Para ele, o avanço no quadro clínico reforça a importância da fé como elemento de apoio emocional e espiritual em situações extremas.
“Quando eu saí do leito, conversei com a médica ali, (…) mais ou menos um pouco sobre a história dele e que ele já ia passar pelo desmame [porque ele estava sedado]. E isso me confortou, porque realmente Deus estava fazendo uma obra maravilhosa na vida do Brenno.”
Do ponto de vista médico, o neurologista e professor de medicina Francisco Vale classificou o caso como extraordinário. Embora reconheça, em âmbito pessoal, que o apoio emocional e as orações possam ter impacto positivo no processo de recuperação, o especialista afirma que não há explicação científica clara para a ausência de lesões mais graves, considerando a altura da queda.
“Eu diria que é inverosímil, embora seja verdadeiro. Não dá para acreditar, se alguém falar, você vai ficar cético com relação a isso. Sou médico de formação científica, mas é muito difícil explicar tecnicamente como uma criança cai de uma altura tão grande e não tem, no mínimo, lesões graves”, diz, depois de ver a primeira foto da criança divulgada pela família.

A queda
O acidente ocorreu no dia 27 de dezembro, por volta das 15h30. Brenno, que é autista não verbal, teve acesso à janela do banheiro do apartamento. De acordo com relato da mãe à polícia, ela e o marido estavam próximos ao quarto quando ouviram um barulho. Ao verificar o banheiro e não encontrar o filho, perceberam que ele havia caído pela janela, que não possuía grade de proteção.
A mãe correu até a área térrea do prédio, onde encontrou a criança consciente, mas com ferimentos graves nas pernas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e realizou os primeiros atendimentos antes de encaminhar Brenno ao Hospital das Clínicas. O caso foi registrado como queda acidental e segue sob apuração para esclarecimento completo das circunstâncias.
Da Redação
Foto: Reprodução/Redes Sociais
vorbelutrioperbir
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