UE e Mercosul formarão a maior zona de livre comércio do mundo
Os países da União Europeia (UE) confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, que dará origem à maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, país que exerce a presidência rotativa do bloco.
Segundo representantes da UE, uma ampla maioria dos Estados-membros apoiou o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano. Os países tinham até as 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília), para confirmar seus votos por escrito.
O tratado ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor, mas a decisão já abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro.
O acordo, que, depois de ser assinado pelos 2 blocos, ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu e pela ratificação interna de todos os Estados integrantes da UE, bem como pelos processos de aprovação dos países do Mercosul, promete criar uma das principais áreas de livre comércio do mundo com potencial para fortalecer cadeias produtivas em setores como automóveis, máquinas, produtos alimentícios e tecnologia.
Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e gera impactos que vão além do agronegócio, alcançando também diversos segmentos da indústria brasileira.
“Este acordo fortalece o multilateralismo, o comércio entre os dois blocos, comércio com regras, promove investimentos, devemos ter mais investimentos europeus no Mercosul, fortalece a sustentabilidade, porque o Brasil assume compromisso de combate às mudanças climáticas. É ganha-ganha. Produtos mais baratos e de melhor qualidade”, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin.
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, negociado ao longo de mais de duas décadas e avalizado pelo Conselho Europeu nesta sexta-feira (9), deve destravar investimentos bilionários, especialmente no setor de mineração e na cadeia de minerais críticos.
A mineração, e todos os produtos ligados à sua cadeia produtiva, ganharam tratamento estratégico no acordo, em linha com a política industrial e de segurança da União Europeia.
Da Redação
Foto: Reuters
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