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Homem é condenado a 10 anos por tentativa de homicídio em Capinzal

Após mais de 16 horas de julgamento e um placar apertado de 4 votos a favor e 3 contra no Conselho de Sentença., o Tribunal do Júri de Capinzal (SC) condenou Vinicius de Azeredo, a nove anos e oito meses de reclusão, além de 10 dias-multa, em regime inicial fechado, por tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo. A defesa vai recorrer.

O julgamento aconteceu na Câmara Municipal, em função da necessidade de maior espaço para acomodor envolvidos, as partes do processo, familiares e o público.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Felipe de Oliveira Neiva, Vinícius de Azeredo e Jefferson Ferreira se envolveram em uma discussão durante uma festa realizada em Ouro (SP), enquanto tentavam intervir em uma briga entre duas mulheres. Horas depois, já em Capinzal, o acusado teria se aproximado em um veículo, abaixado o vidro e efetuado diversos disparos de arma de fogo em direção a Jefferson.

Jefferson Ferreira foi atingido por quatro tiros. Após os disparos, o réu fugiu do local. Deiviti da Silva Pinto Satique, que estava nas proximidades do posto de combustíveis, também acabou sendo atingido.

As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Nossa Senhora das Dores, em Capinzal, sendo uma delas atendida pelo Corpo de Bombeiros. Em razão da gravidade dos ferimentos, Jefferson Ferreira precisou ser transferido para o Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba (SC).

Em sua sustentação oral, o promotor Felipe de Oliveira Neiva destacou a gravidade da conduta e o risco imposto não apenas à vítima, mas também a outras pessoas que estavam no local no momento do crime.

“A condenação reafirma que a vida é um bem absoluto e que a violência não pode ser tolerada como forma de resolver conflitos. Foi um julgamento justo. Precisamos respeitar o entendimento dos jurados, mesmo quando eles não acatam integralmente os pedidos do Ministério Público”, disse o promotor Felipe de Oliveira Neiva, em entrevista à Rádio Capinzal.

O Conselho de Sentença foi composto por cinco homens e duas mulheres. A juíza Carolina Fernandes Nascimento de Oliveira conduziu o julgamento. A defesa foi representada pelo advogado Marco Antonio Vasconcelos Alencar Junior.

“A defesa trabalhou bastante a questão sentimental, envolvendo a família, a ausência de antecedentes criminais do réu e, em alguns momentos, a responsabilização da própria vítima. Isso acabou gerando certo apelo emocional junto aos jurados e beneficiou o acusado em alguns quesitos”, avaliou o promotor.

Já o advogado Marco Antonio Vasconcelos Alencar Junior, informou que a defesa pretende recorrer. Conforme destacou, a prova dos autos indicaria a existência de desistência voluntária, o que, na avaliação do advogado justificaria a condenação por lesão corporal grave. O réu, Vinícius de Azeredo, está à disposição da Justiça.

Da Redação
Fotos: Divulgação/
Rádio Capinzal e Divulgação/Rádio Nativa

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