Caro e gentil leitor, foi cópia ou não? (é mania de tanto assistir Bridgerton)
O mundo da música pesada entrou em polvorosa nos últimos dias após uma publicação do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro (ex-Megadeth e Angra). O músico utilizou suas redes sociais para apontar semelhanças, no mínimo curiosas, entre uma composição sua e o mais recente lançamento da banda sueca Arch Enemy.
As semelhanças apontadas recaem sobre a melodia principal da faixa “Dream Stealer”, do Arch Enemy, que guarda uma proximidade quase magnética com o riff de “Talking Dreams”, composição solo de Loureiro. Trata-se de uma sucessão de notas que, para os ouvidos mais atentos do ton, soam como um eco familiar de um baile passado.
Ao analisar os dois trechos, é possível notar que ambos utilizam uma técnica de pedal point (nota pedal) comum no Metal Neoclássico, mas o que chama a atenção é a progressão intervalar e o contorno melódico.
- Tonalidade e Escala: Ambas as frases exploram escalas menores com uma cadência muito próxima;
- Ritmo: O ataque das notas e a divisão rítmica do riff de “Dream Stealer” espelham quase perfeitamente o fraseado de “Talking Dreams”;
- Contexto: Enquanto na obra de Kiko a melodia serve como um tema central de guitarra instrumental, no Arch Enemy ela aparece como o gancho principal que sustenta a energia da nova faixa.
Plágio ou Inspiração?
O debate divide opiniões nas redes sociais. De um lado, há quem defenda que, em um gênero como o Heavy Metal, certas progressões tornam-se “domínio público” devido ao uso exaustivo de escalas menores. Por outro lado, a combinação específica de notas apresentada por Kiko em 2005 é considerada por muitos como uma “assinatura” do seu estilo brasileiro-europeu de compor.
“Just helping promote @archenemyofficial new song… you’re welcome 😄” (“Só dando uma força na divulgação da música nova do @archenemyofficial… de nada 😄”), postou Kiko nas redes sociais.
Michael Amott, líder do Arch Enemy, respondeu à publicação de forma diplomática, sugerindo que não conhecia a faixa de Kiko e que as semelhanças seriam casuais. No entanto, para alguns fãs mais detalhistas, a coincidência de dois “sonhos” (Talking Dreams e Dream Stealer) compartilharem o mesmo DNA melódico é difícil de ignorar. E para você?
Thiago Rocioli/Da Redação
Foto: Reprodução
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