Contra mortes no trânsito, Franca inicia campanha

Nos três primeiros meses do ano, Franca (SP) registrou 18 mortes no trânsito. Uma taxa de aproximadamente 23,57 óbitos para cada 300 mil habitantes. Para se ter uma ideia da gravidade desse número, a taxa de mortalidade na capital paulista, é quatro vezes menor do que registrada em Franca no mesmo período.

Embora os dados variem mês a mês, as estatísticas mais recentes do sistema Infosiga, órgão do Governo do Estado de São Paulo que monitora acidentes, colocaram Franca em um patamar de alerta máximo. O mês de janeiro foi o mais violento, contabilizando oito fatalidades, com uma incidência preocupante de acidentes graves envolvendo motociclistas.

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Esse cenário explica o tom mais rígido da campanha Maio Amarelo deste ano, que utiliza veículos destruídos em acidentes reais como uma estratégia de impacto visual para tentar frear a imprudência que tem tirado vidas nas avenidas e rodovias da região.

A primeira ação aconteceu na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, com a exposição de um carro e uma moto, envolvidos em um acidente com mortes, além do histórico da ocorrência. Na mesma ocasião, houve a distribuição de panfletos e talões de advertência para as crianças, além de abordagens com ‘mãozinhas’ com foco na conscientização dos motoristas a respeitarem a sinalização e darem preferência aos pedestres. Até o dia 11, os veículos estarão expostos na Universidade de Franca e a partir do dia 17, no Franca Shopping.

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Nesta quarta-feira (6), haverá uma palestra às 7 horas, com os Atiradores do Tiro de Guerra e no dia seguinte com alunos da Unifran, às 19h30. Ao longo do mês, 14 escolas municipais receberão palestras com a Polícia Militar a partir do dia 7. Para o próximo dia 29, está programada uma atividade no SESC, o dia todo, com a distribuição de kits e panfletos com uma tenda, onde serão esclarecidas dúvidas dos frequentadores.

Dados que preocupam

Historicamente, o interior de São Paulo costuma apresentar taxas de mortalidade superiores às da capital devido a fatores como o maior limite de velocidade em rodovias que cortam as cidades e uma fiscalização menos densa em perímetros urbanos.

No entanto, o salto nos índices de Franca em 2026 isolou o município no topo de um ranking negativo, motivando a força-tarefa entre a Secretaria de Segurança, a Polícia Militar e o Detran para reverter esse quadro por meio de palestras e ações ostensivas em bares e escolas.

As ações em bares com o uso de bafômetros focam diretamente em uma das principais causas de mortes no trânsito local: a combinação de álcool e direção. Com o corpo docente de escolas e universidades também envolvido, a expectativa das autoridades é que a conscientização atinja as novas gerações de condutores, visando reduzir o número de famílias atingidas pela violência viária que marcou o início deste ano na cidade.

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