Deputado Estadual em SP ganha R$ 35 mil, além de benefícios; entenda

O custo para manter um deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é o maior do Brasil. Para entender o valor real, é preciso dividir a conta em duas partes: o salário que vai para o bolso do político e as verbas usadas para manter o seu gabinete.

A remuneração é fixada em 34.774,64 reais brutos. Esse teto é definido por uma regra constitucional que limita os ganhos nos legislativos estaduais a até 75% do salário de um deputado federal. Após os descontos obrigatórios referentes ao Imposto de Renda e à Previdência estadual, o valor líquido que entra na conta dos parlamentares paulistas fica na média de R$ 24.500.

Além do pagamento mensal pelo cargo, os parlamentares têm direito a uma estrutura de benefícios generosos. Há auxílio-alimentação de R$ 1.100,57; auxílio-saúde que garante reembolsos de despesas médicas e hospitalares ou plano de saúde institucional oferecido pela Casa de Leis; cota para deslocamentos entre o estado de São Paulo ou outras localidades para representação política.

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Cada deputado recebe por mês uma verba de gabinete cujo valor costuma ultrapassar R$ 100 mil. Essa cota é utilizada exclusivamente para o pagamento dos salários dos funcionários que o deputado contrata.Políticos que moram fora da Grande São Paulo contam ainda com um auxílio-hospedagem de aproximadamente R$ 3 mil.

Em uma análise comparativa com o restante do país, a variação salarial entre os estados praticamente deixou de existir para o cargo de deputado estadual. Com o avanço das legislações locais e os reajustes automáticos atrelados ao Congresso Nacional, quase todas as assembleias legislativas do Brasil, incluindo estados como Minas Gerais, adotaram o mesmo teto bruto de 34.774,64 reais.

Não há atualmente um estado que pague um piso menor de forma isolada, já que as federações acompanham o escalonamento da lei federal, embora a variação real ocorra no tamanho das cotas de reembolso e nos benefícios extras de cada região.

Pré-candidatos

A movimentação política para as cadeiras do legislativo paulista já mobiliza lideranças de Franca e região. Enquanto o deputado estadual Guilherme Cortez (Psol) é cogitado a tentar uma vaga a Federal, a deputada Delegada Graciela (PL) deve alçar uma reeleição natural. A professora Priscila (PT) anunciou sua pré-candidatura a estadual. Enquanto isso, a advogada e diretora da Feapaes (Federação das Apaes), Christiany Castro e Sérgio Granero podem concorrer pelo Republicanos. A empresária e empreendora social Flávia Lancha (PSD) conta com a força política que constituiu ao longo dos últimos anos para alçar uma vaga na Assembleia. Para isso, ela precisa de aproximadamente 60 mil votos. Marcos Ferreira (PSB), que foi prefeito de Patrocínio Paulista, também deve concorrer a uma vaga na Alesp. Os nomes dos candidatos serão oficializados somente nas Convenções Partidárias, de 20 de julho a 5 de agosto.