O CEPROL (Centro Promocional Nossa Senhora de Lourdes) promove neste sábado (20) a tradicional Festa Junina, reunindo crianças e familiares em uma tarde de confraternização, cultura popular e diversão. O evento será realizado das 13h às 15h30, na Rua Major Claudiano, 1501, no Centro de Franca (SP). Para o evento foram disponibilizados dois convites por família atendida pela creche.
As festas juninas têm origem nas celebrações europeias realizadas em homenagem a Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. Com o passar dos séculos, a tradição chegou ao Brasil e incorporou elementos da cultura popular, especialmente das regiões rurais. Foi justamente essa mistura que transformou os festejos em um dos eventos mais representativos da cultura nacional. Atualmente, quadrilhas, bandeirinhas coloridas, comidas típicas e músicas caipiras fazem parte do imaginário coletivo de milhões de brasileiros.
Em cidades do interior paulista, como Franca, as festas juninas mantêm forte presença em escolas, igrejas, associações e entidades sociais.

Embora hoje o São João seja sinônimo de cultura nordestina e caipira, a sua origem é muito antiga e europeia. Antes do nascimento de Jesus Cristo, os povos pagãos do hemisfério norte já realizavam festas no mês de junho para celebrar o solstício de verão (o dia mais longo do ano) e pedir fartura nas colheitas.
Embora hoje o São João seja sinônimo de cultura nordestina e caipira, a sua origem é muito antiga e europeia. Antes do nascimento de Jesus Cristo, os povos pagãos do hemisfério norte já realizavam festas no mês de junho para celebrar o solstício de verão (o dia mais longo do ano) e pedir fartura nas colheitas.
Com a consolidação do Cristianismo, a Igreja Católica assimilou essas festas, homenageando santos muito populares: Santo Antônio (dia 13), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29).
As festividades chegaram ao Brasil com os colonizadores portugueses e, ao longo dos séculos, ganharam uma identidade puramente brasileira. Misturaram-se elementos da cultura indígena (como o forte uso do milho, que é colhido nessa época) e da cultura africana, transformando o “São João” em uma celebração de resistência, alegria e interioridade.
A Festa Junina é uma experiência sensorial completa. Cada detalhe carrega um significado:
- Trajes Típicos: Os vestidos de chita cheios de babados, os remendos nas calças e o chapéu de palha nasceram como uma representação (e posterior celebração estilizada) do homem do campo, o caipira e o sertanejo.
- Culinária Afetiva: O cardápio junino é uma ode ao milho. Temos pamonha, curau, bolo de milho, pipoca, canjica (ou mungunzá), além do pé de moleque, da cocada e do quentão para esquentar as noites frias de junho.
- Brincadeiras Juninas: A diversão é garantida com a pescaria, a corrida de saco, o jogo das argolas e o famoso correio-elegante, que ajuda os apaixonados a mandarem bilhetes secretos pela festa.
A quadrilha
Não existe Festa Junina sem música. E a maior prova da mistura cultural desse período está na Quadrilha.
Você sabia que a quadrilha junina nasceu nos salões da aristocracia francesa? Chamada de quadrille, era uma dança da corte que foi trazida ao Brasil no século XIX. Quando o povo a adotou, os comandos franceses como “en avant” (para frente) e “anarriê” (en arrière, para trás) foram aportuguesados e ganharam o balanço do nosso interior. Os passos ganharam narrativas cômicas, como o tradicional “casamento caipira”, o “olha a chuva!” e “é mentira!”.
No repertório tradicional, canções infantis e folclóricas atravessam gerações. Quem nunca cantou “Pula a Fogueira”, “Cai, Cai, Balão” ou “O Sanfoneiro Só Tocava Isso”? Essas músicas trazem estruturas melódicas simples, porém extremamente contagiantes, feitas para que qualquer pessoa, do neto ao avô, consiga cantar e dançar junto.
✍️ Da Redação
📷 Reprodução
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