Morre Cidinha Moraes, da banda Vida Reluz, aos 60
Morreu na segunda-feira (28) a co-fundadora da banda Vida Reluz, Cidinha Moraes. A informação foi confirmada nesta terça-feira no perfil oficial do grupo. Ela tinha 60 anos.
Maria Aparecida de Moraes foi diagnosticada com Hepatite C e iniciou tratamento. Nas últimas semanas, teve complicações na saúde e não resistiu.
No último final de semana, o perfil da banda havia publicado uma nota informando o agravamento do estado de saúde de Cidinha e pediu orações aos seguidores.
“Pedimos que continuem em oração por toda a família, para que Deus nos dê força, conforto e sabedoria para seguirmos em frente”, diz trecho da nota.
Nas redes sociais, a banda Vida Reluz também partilhou com seus seguidores uma homenagem à vocalista através de uma nota de pesar. “Com o coração agradecido e apertado pela saudade, nos despedimos de @cidinhamoraesvr cofundadora da banda @vidareluzoficial e uma das grandes vozes da música católica que marcou décadas e gerações. Hoje, na celebração Arcanjos, nos despedimos da Cidinha na certeza de que é acolhida pelos anjos. Sua vida foi um testemunho de fé, alegria e amor a Deus. Em cada canção, show, pregação e missão, entregava um pouco mais de si, com alegria, generosidade e fidelidade à sua vocação”, diz a nota.
Sua voz inconfundível, foi responsável por embalar inúmeros momentos de oração com canções como “Quem não te louvará, ó Senhor dos Exércitos?”, “Perfeito É Quem Te Criou”, “Diante do Rei”, “Como És Lindo”, “Confia em Mim”, “Deus Imenso”, “Vinde Espírito Santo”, “Celebra a Vitória” e muitos outros.
Repercussão
A morte de Cidinha Moraes provocou manifestações de pesar entre nomes ligados à música e à evangelização católica. O diácono Nelsinho Corrêa, missionário da Comunidade Canção Nova, recordou a trajetória da cantora como uma vida dedicada ao serviço de Deus por meio da música e deixou uma mensagem de despedida. Padre Márlon Múcio também lamentou a morte e agradeceu as orações feitas durante o período em que Cidinha esteve doente. O sacerdote relatou ainda que esteve com a cantora cerca de uma semana antes de sua morte e recordou uma frase dita por ela naquele encontro: “Sou filha de Rei”.
A Comunidade Canção Nova e a Fundação João Paulo II também publicaram uma manifestação de pesar, destacando o testemunho de fé e a dedicação de Cidinha à evangelização por meio da música. A Comunicação Musical da Paulinas-COMEP, responsável por diversos trabalhos do Vida Reluz, ressaltou o carisma, a simplicidade e a voz marcante da cantora, afirmando que seu legado permanecerá nas canções e na fé de quem foi alcançado por seu trabalho. As homenagens ocorrem poucos dias após a celebração dos mais de 40 anos do Vida Reluz, grupo que Cidinha ajudou a fundar e do qual permaneceu como uma das principais vozes.
A trajetória do Vida Reluz – banda a qual Cidinha Moraes fazia parte – começou em 1985, em São José dos Campos (SP), a partir da união de jovens ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo e à Renovação Carismática Católica. O grupo passou a organizar encontros, vigílias de oração e momentos de louvor.
Ao longo de quatro décadas, o grupo alcançou grande expressão. Até julho deste ano, por exemplo, o Vida Reluz já havia ultrapassado 139 milhões de reproduções somente no Spotify, enquanto o conjunto das plataformas digitais de áudio e vídeo superava 240 milhões.
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