Diego Figueiredo celebra três décadas de carreira com estreia solo no Carnegie Hall
O violonista e compositor francano Diego Figueiredo, considerado um dos grandes nomes do violão brasileiro contemporâneo, vai celebrar seus 30 anos de carreira em um dos palcos mais emblemáticos do mundo: o Carnegie Hall, em Nova York. O concerto, marcado para 30 de novembro, leva o nome “A Arte da Improvisação” e marca um novo capítulo na trajetória do músico, que consolidou presença internacional ao unir jazz, música brasileira e elementos da música clássica em um estilo próprio.
Aos 45 anos, Diego acumula feitos raros para um artista instrumental brasileiro. Indicado ao Grammy e vencedor duas vezes do Montreux Jazz Guitar Competition, ele tornou-se figura constante nos principais festivais do mundo e construiu carreira sólida especialmente nos Estados Unidos, onde mantém residência desde 2010.
Lá, já realizou mais de dois mil concertos e conquistou espaço nas rádios especializadas: seus últimos seis álbuns ficaram entre os vinte discos de jazz mais executados no país, reforçando sua relevância no competitivo mercado norte-americano. Sua técnica, marcada por fluidez, velocidade e precisão rítmica, costuma ser apontada pela crítica como um ponto fora da curva. George Benson, um dos maiores guitarristas da história, já declarou que Diego é “um dos maiores que já viu”.
A história do artista começou em Franca, onde ainda criança se encantou pelo violão. Aos 15 anos, já tocava profissionalmente, acumulando experiência em bares, bailes e pequenos palcos que moldaram sua musicalidade. Em três décadas, lançou mais de trinta discos e se apresentou em mais de setenta países, construindo parcerias com nomes como Paquito D’Rivera, Randy Brecker, João Bosco, Toquinho, Gilberto Gil, João Donato e Belchior, com quem trabalhou por sete anos.
Seu álbum mais recente, “I Love Samba”, produzido por Jay Messina — engenheiro responsável por clássicos de Aerosmith, Kiss e John Lennon — aprofunda o diálogo do músico com o samba jazz e homenageia mestres como Luiz Bonfá e Baden Powell. Parte desse repertório estará no espetáculo de Nova York, ao lado de composições inéditas criadas em improviso, peças de sua discografia e clássicos brasileiros como “Tico-Tico no Fubá” e “O Trenzinho do Caipira”.
Da Rdação
Foto: Divulgação
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