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Sedentarismo pode causar doenças cardíacas, diabetes, câncer e obesidade

O sedentarismo é considerado um dos maiores inimigos da saúde pública no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 47% da população brasileira adulta não pratica a quantidade mínima de atividade física recomendada: 150 minutos semanais de exercícios moderados ou 75 minutos de atividades intensas.

A ausência de movimentação regular impacta diretamente o funcionamento do corpo, elevando o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão e até alguns tipos de câncer. Além disso, a falta de atividade física está associada ao aumento de sintomas de depressão e ansiedade, especialmente em ambientes urbanos.

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) revelou que pessoas sedentárias têm até 30% mais chances de desenvolver doenças cardíacas. O mesmo levantamento apontou que incorporar 20 minutos de caminhada diária já reduz significativamente os riscos à saúde.

Entre os fatores que contribuem para o sedentarismo estão a rotina de trabalho excessiva, o tempo prolongado em frente às telas, o uso excessivo de transporte motorizado e a falta de espaços públicos adequados para a prática de atividades físicas.

Para mudar esse cenário, é necessário promover uma mudança de hábitos. Pequenas atitudes, como usar escadas ao invés do elevador, caminhar até o trabalho, andar de bicicleta ou reservar um momento do dia para alongamentos, fazem a diferença.

A prática de exercícios físicos regulares melhora a circulação sanguínea, fortalece a musculatura, regula o metabolismo e proporciona mais energia e disposição para as tarefas do cotidiano. Além disso, estimula a liberação de endorfina e serotonina, hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar.

É importante destacar que não há necessidade de frequentar academias caras ou realizar treinos intensos. Atividades simples, como dançar, caminhar no parque, praticar ioga ou fazer jardinagem, também são eficazes quando realizadas com regularidade.

A atuação de profissionais da saúde, como educadores físicos e fisioterapeutas, pode auxiliar na construção de um plano de atividade física adequado a cada realidade. Pessoas com doenças crônicas ou limitações físicas também podem e devem se movimentar, respeitando os limites individuais.

Além disso, o incentivo de políticas públicas voltadas à mobilidade urbana, construção de ciclovias, parques acessíveis e campanhas de conscientização são fundamentais para estimular a população a adotar hábitos mais saudáveis.

A prática regular de atividade física é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças, melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade. O corpo humano foi feito para se movimentar, e cada passo conta rumo a uma vida mais ativa e saudável.

Da Redação
Foto:
Freepik

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