Pressão alta pode atacar os rins: saiba quais são os sinais
A hipertensão arterial, uma das doenças crônicas mais comuns no mundo, mantém uma relação direta e silenciosa com a saúde dos rins.
O que muitos desconhecem é que esse vínculo funciona em dois sentidos: a pressão alta pode levar à perda progressiva da função renal e, quando os rins adoecem, passam a dificultar o controle da própria pressão arterial.
Esse ciclo costuma evoluir lentamente, ao longo de anos, sem sintomas evidentes. Enquanto isso, danos progressivos podem ocorrer em órgãos vitais, como rins, coração e cérebro.
Como a pressão alta compromete os rins
Os rins são formados por milhões de pequenos vasos sanguíneos responsáveis pela filtragem do sangue. Quando a pressão arterial se mantém elevada por períodos prolongados, esses vasos sofrem sobrecarga contínua, levando ao espessamento e ao endurecimento de suas paredes.
Com o tempo, esse processo resulta em perda gradual da função renal, podendo evoluir para a doença renal crônica.
O principal problema é que essa perda costuma acontecer de forma silenciosa. Em muitos casos, a lesão renal só é identificada por meio de exames laboratoriais, como aumento da creatinina no sangue ou presença de proteína na urina.
Atualmente, a hipertensão está entre as principais causas de insuficiência renal crônica no mundo, ao lado do diabetes.
Quando os rins passam a agravar a hipertensão
A relação entre rins e pressão arterial não ocorre em um único sentido. Quando os rins deixam de funcionar adequadamente, passam a reter mais sal e líquidos e a liberar substâncias hormonais que elevam a pressão arterial.
Como consequência, a hipertensão se torna mais difícil de controlar, mesmo com o uso de vários medicamentos.
Pessoas com doença renal frequentemente apresentam pressão arterial mais resistente ao tratamento, exigindo múltiplas medicações para o controle.
Esse quadro eleva significativamente o risco cardiovascular, aumentando a probabilidade de infarto, AVC (derrame) e insuficiência cardíaca. Por isso, a dificuldade em controlar a pressão deve sempre levantar a suspeita de comprometimento renal associado.
Prevenção e acompanhamento são fundamentais
Romper esse ciclo depende de diagnóstico precoce e controle rigoroso da pressão arterial. Medir a pressão regularmente e realizar exames periódicos de sangue e urina são medidas essenciais para detectar alterações ainda nas fases iniciais.
O tratamento vai além do uso de medicamentos. Mudanças no estilo de vida, como redução do consumo de sal, controle do peso, prática regular de atividade física e abandono do tabagismo, desempenham papel central na proteção dos rins.
O acompanhamento médico regular, especialmente com um nefrologista, é fundamental para ajustes no tratamento e para reduzir o risco de progressão da doença.
A pressão alta não compromete apenas o coração. Ela afeta silenciosamente os rins e pode levar a consequências irreversíveis quando negligenciada. Compreender essa relação de mão dupla é essencial para a prevenção e para o cuidado integral da saúde.
Da Redação
Foto: Freepik
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