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Pix parcelado ou cartão? Veja o que compensa mais

O Banco Central deve lançar oficialmente o PIX parcelado em setembro, mas a modalidade já é oferecida por alguns bancos no país. A novidade vem gerando dúvidas, já que muitos consumidores acreditam que, assim como o PIX tradicional, não há custos envolvidos. Na prática, o PIX parcelado funciona como um empréstimo pessoal, com incidência de juros e taxas definidas pelas instituições financeiras.

No momento em que o cliente acessa o aplicativo bancário para realizar um pagamento via PIX, surge a opção de parcelamento. O valor é transferido instantaneamente para o destinatário, mas o usuário paga em parcelas mensais que são debitadas diretamente da conta corrente.

Cada banco define limites de crédito e taxas de juros conforme o perfil do cliente, considerando renda, histórico de gastos e risco de inadimplência. Na prática, o PIX parcelado compete com outros produtos de crédito, como cartão, cheque especial e CDC. Ou seja, ao optar por essa modalidade, o cliente pode ver o limite disponível em outros serviços diminuir.

Alguns detalhes do funcionamento ainda aguardam padronização pelo Banco Central. Um exemplo é a criação de uma área específica nos aplicativos para que o consumidor acompanhe todas as parcelas em aberto. A medida busca oferecer maior transparência sobre o nível de endividamento do cliente. Para decidir se o PIX parcelado vale a pena, é essencial comparar custos. Segundo o Banco Central, em junho de 2025 os juros médios do crédito pessoal (excluindo o consignado) estavam em 108,6% ao ano. Já os empréstimos consignados do INSS, considerados os mais baratos do mercado, registravam 24,3% ao ano.

Em contrapartida, o rotativo do cartão de crédito, mesmo com o teto de 100% ao ano estabelecido em 2024, continua sendo uma das modalidades mais caras. Nesse cenário, o PIX parcelado tende a ter juros semelhantes ao crédito pessoal.

Da Redação
Foto:
Reprodução

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