Poder silencioso
Olá, músico!
Há um poder silencioso na ausência. Um poder que não grita, não explica, não se justifica. Às vezes, ir embora não é rejeição. Não comparecer não é desinteresse.
Silenciar não é desprezo. É apenas a alma pedindo espaço. Afastar-se não nasce da maldade, nem da soberba. Nasce do cansaço de se expor demais, de se adaptar demais, de absorver aquilo que não nos pertence. É um gesto de autopreservação. Um limite colocado com delicadeza, mas com firmeza.
Há encontros que drenam. Há ambientes que não agregam. Há conversas que confundem. E reconhecer isso é maturidade. Escolher não ir é escolher a própria paz. É entender que nem toda presença é necessária, e que algumas ausências salvam. O silêncio, muitas vezes, é um templo. Nele, a alma se reorganiza, se escuta, se reencontra. Longe do ruído externo, é possível perceber o que ainda faz sentido e o que já cumpriu seu ciclo.
Ausentar-se também é um ato de amor — consigo mesmo. É recusar a contaminação por energias que não somam.
É honrar o próprio tempo, o próprio sentir. Quem entende o poder da ausência aprende que estar inteiro é mais importante do que estar em todo lugar. E que, às vezes, o maior ato de coragem é simplesmente não ir.
Conte comigo nessa jornada.
Reflexões da Dani
Tem como objetivo retratar o cotidiano do músico de forma verdadeira e reflexiva, compartilhando experiências e inquietações que surgem entre ensaios, palcos, estudos e silêncios…

Dani Oliveira
Graduada em Gestão Financeira, especialista em Tráfego Pago, apaixonada por Marketing e COO da Musixe. Ela trabalha para aproximar alunos da música de forma acessível, humana e prática, valorizando tanto a técnica quanto a vivência artística.
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