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Postos de Franca entram na mira da Operação contra PCC

Conforme revelou o Portal G1, dois postos de combustíveis de Franca (SP) estão entre os alvos da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

As informações foram obtidas com base em dados da Polícia Federal e da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Em nota, o Ministério Público não confirma mas também não desmente a informação pelo caso estar em segredo de Justiça.

Segundo a Justiça de São Paulo, 15 pessoas são investigadas sob a suspeita de lavar dinheiro do crime organizado. Em Franca, foram citados dois estabelecimentos: o Auto Posto Barão, localizado na avenida Dr. Hélio Palermo, da bandeira Rodoil e o Auto Posto Melvin Jones Ltda., situado na avenida Miguel Sábio de Mello, no Jardim Santana, de bandeira branca e atualmente fechado.

De acordo com levantamento divulgado pelo G1, os investigados são sócios de 251 postos distribuídos em quatro estados, a maioria em São Paulo. Os dois postos francanos pertencem a Pedro Furtado, que tem sociedade com a empresa GGX Global — ambos alvos da investigação. Furtado é citado como participante em 56 dos 251 postos investigados e está foragido.

A GGX Global, segundo decisão da Justiça paulista, é ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, apontado como o principal articulador do esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Assim como Furtado, Mourad também está foragido.

As investigações apontam que 56 postos de combustíveis pertencem a Pedro Furtado Gouveia Neto, sócio da GGX Global, empresa identificada pela Justiça de São Paulo como ligada ao grupo de Mohamad Hussein Mourad — principal suspeito de chefiar o esquema de lavagem de dinheiro do PCC e atualmente foragido.

Outros nomes também aparecem na decisão judicial, como Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes, dono de 49 postos e descrito como “laranja” da organização. Menezes nega qualquer envolvimento, afirmando que sua participação decorre da compra de 23 estabelecimentos em 2022 e que toda a documentação está disponível para comprovar a legalidade dos negócios.

Guilherme da Silva Oliveira, com 38 postos, é citado como “testa de ferro” de Mourad e vinculado à Rede Boxter, já investigada por conexões com o crime organizado. Outro investigado é Bruno Sato Alves Pereira, também dono de 38 postos e apontado como sócio de Rogério Garcia Peres, ligado ao mesmo grupo. Sua defesa nega qualquer participação nos fatos investigados.

O relatório ainda menciona Ricardo Romano, com 16 postos e considerado uma das figuras centrais do esquema, além de Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad e apontado como principal articulador do grupo, com 15 estabelecimentos sob sua responsabilidade. Luiz Ernesto Franco Monegatto, dono de 13 postos, é citado por envolvimento em transações imobiliárias suspeitas, enquanto Himad Abdallah Mourad, primo de Mohamad, aparece como um dos líderes da estrutura empresarial usada para blindagem patrimonial, com vínculos em mais de 100 postos. Também integra a lista Tharek Majide Bannout, dono de sete estabelecimentos, acusado de envolvimento em operações de ocultação de bens, mas cuja defesa nega qualquer ligação com o PCC.

Por fim, três postos estão no nome de Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza, apontada como participante ativa nas fraudes em sistemas de combustível e integrante do grupo de Mohamad; sua defesa informou que só se manifestará nos autos do processo.

Da Redação
Foto: Reprodução

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