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Seminário Internacional da Unesp Franca debate futuro da IA

A Unesp Franca se tornou o centro das discussões sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA) durante a realização do 11º Seminário Internacional “Jacques Ellul” e do 6º Colóquio do Grupo de Estudos de Tecnologia, Direito e Sociedade. O evento reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros para refletir sobre as transformações provocadas pela IA em diversos campos da vida contemporânea.

O tema central, “Implicações da Irrupção da Inteligência Artificial Generativa na Sociedade Contemporânea”, norteou debates que exploraram desde o papel dos algoritmos no processo de tomada de decisões até os desafios éticos que surgem com o avanço tecnológico. As palestras ocorreram no Anfiteatro I da Unesp e contaram com a presença de docentes, pesquisadores e representantes de órgãos públicos e privados.

Entre os convidados internacionais estavam os professores doutores Fernando Pasquini Santos, Derek Schuurman e Ken Arnold, da Calvin University (EUA), que trouxeram uma visão comparativa entre os impactos da IA nas democracias ocidentais e o uso dessas tecnologias em ambientes corporativos. O evento também teve a presença de autoridades locais, como o vereador Daniel Bassi, presidente da Câmara Municipal de Franca, que destacou a relevância do tema para o futuro da sociedade.

Segundo Bassi, discutir a Inteligência Artificial dentro de uma universidade pública é fundamental para aproximar a pesquisa da realidade cotidiana. “Temos um tema que ultrapassa fronteiras e desafia governos, empresas e cidadãos. É essencial refletir sobre os limites e responsabilidades que envolvem o uso dessa tecnologia”.

O seminário foi coordenado pelo professor doutor Jorge Barrientos-Parra e teve como mediadores a mestranda Jacqueline Valadares, presidente do Sindpesp, e o doutorando Arthur Cassiani. Jacqueline ressaltou o caráter plural da iniciativa, que reuniu setores do Direito, da tecnologia e das ciências sociais em um mesmo espaço de debate. Para ela, a interdisciplinaridade é o caminho para compreender os impactos sociais e jurídicos da IA.

Cassiani reforçou a importância da Unesp como promotora de conhecimento e reflexão sobre o avanço tecnológico. Segundo ele, “a universidade deve ocupar o papel de mediadora entre inovação e ética, ajudando a sociedade a lidar com os desafios que surgem com o uso intensivo da inteligência artificial”.

Além das palestras e painéis temáticos, o seminário contou com apresentações de trabalhos científicos de alunos de graduação e pós-graduação, que abordaram temas como regulação tecnológica, privacidade de dados, desinformação e automação no mercado de trabalho.

Com uma programação diversificada e participativa, o encontro consolidou Franca como um polo de reflexão sobre o papel da tecnologia no desenvolvimento humano e social. Ao final, os organizadores destacaram o desejo de manter o debate vivo, fortalecendo o compromisso da Unesp com a construção de um futuro mais ético, seguro e consciente diante da revolução digital em curso.

Da Redação
Foto:
Divulgação

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