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Padre Júlio Lancelotti é acusado de desviar recursos e suspenso de transmitir missas

O padre Júlio Lancellotti, pároco da paróquia São Miguel Arcanjo, em São Paulo não transmitirá mais suas missas. As redes sociais do sacerdote também foram suspensas. Fala-se em perseguições políticas contra ele, porém, há muitas acusações que pesam contra a moral e que ainda tramitam na Igreja.

“Sim, é preciso o distanciamento para o mínimo de transparência (do trabalho pastoral do padre). (…) É óbvio que contra ele pesam acusações gravíssimas e que até serem esclarecidas precisam de atenção, publicou a escritora Ana Lígia Lira em suas redes sociais”.

“Esquecem também de tantos padres que padeceram, estes verdadeiramente e injustamente, da mesma punição, sem se quer haver acusações minimas contra sua moral ou dignidade no Sacerdocio, apenas por que expuseram uma opinião contrária ao que os poderosos deste mundo esperavam. Posso citar o Padre José Augusto, por exemplo, que passou anos sem suas missas e homilias poderem ser transmitidas pela Canção Nova. Há dezenas de outros”, complementa Lira em sua publicação.

Coordenador da Pastoral do Povo de Rua, Lancellotti é conhecido pelo trabalho com as pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Embora negado pelo padre Júlio, há possível transferência do sacedote da paróquia onde atua. Questionada pela GloboNews, a Arquidiocese informou que eventuais questões tratadas entre o arcebispo e um padre dizem respeito ao âmbito interno da Igreja e são conduzidas diretamente entre eles.

Mais recentemente, em 2024, o trabalho do padre voltou a ser alvo de polêmicas, com a tentativa de instalação de uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo, proposta pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil). 

Quanto as alegações contra o padre de desvio de dinheiro ou uso indevido de fundos de entidades assistenciais, não foram comprovadas em nenhuma investigação judicial ou eclesiástica. Em grande parte, elas estão relacionadas a um antigo caso de extorsão ou a notícias falsas. Em 2024 houve a tentativa de instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) como principal alvo o Padre Júlio Lancellotti e os recursos que ele recebia.

Quatro vereadores que haviam assinado o requerimento retiraram seu apoio, alegando terem sido enganados e que o nome do padre não constava no documento original. Eles afirmaram que a intenção era apurar ONGs clandestinas, não o padre. A CPI acabou não sendo instalada por falta de assinaturas suficientes em plenário.

Neste ano, o vice-prefeito da capital, coronel Ricardo Mello Araújo (PL), também responsabilizou publicamente Lancellotti pela formação de uma “nova Cracolândia”. Júlio Lancellotti voltou a causar polêmica após uma fala que contradiz a fé católica. 

“Jesus também não era católico, porque nem tinha Igreja Católica no tempo de Jesus, o catolicismo foi inventado depois de Constantino, aí já vão me acusar de apostasia e heresia.”

Representação canônica

 O deputado estadual Gil Diniz (PL) apresentou, em 29 de março de 2025, uma representação canônica contra o padre Júlio Lancellotti em função de um vídeo amplamente divulgado em 28 de março de 2025, que mostra o sacerdote participando de uma cerimônia de candomblé, onde recebeu um “passe” de uma mãe de santo, com uso de folhas da Amazônia e água em pote de barro, sob invocação de Ogum (erroneamente associado a São Jorge).

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