Música Brasileira em Foco no Theatro Municipal do Rio
📸 Daniel Elbendinger
Nos dias 13 e 14 de junho, às 19h, a Série Música Brasileira em Foco retorna ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro com uma programação dedicada à exaltação de grandes nomes da música clássica nacional. Os concertos contarão com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob regência do maestro Cláudio Cruz, e participação especial do pianista Alvaro Siviero.
A abertura da noite será com a ópera Fosca, de Antônio Carlos Gomes, considerada uma das obras mais relevantes do compositor campineiro. Sua estreia aconteceu em 1873, no Teatro Alla Scala, em Milão, e desde então, a peça se consolidou como referência da produção operística brasileira do século XIX.
Na sequência, o público poderá apreciar o Concerto para Piano e Orquestra em Formas Brasileiras, de Hekel Tavares. O compositor, conhecido por transitar entre o erudito e o popular, incorporou em sua obra elementos folclóricos que pesquisou pessoalmente em diversas regiões do país. A performance terá Alvaro Siviero como solista ao piano.
Após o intervalo, será apresentada a Série Brasileira, de Alberto Nepomuceno. Escrita em quatro movimentos, a composição é considerada uma das obras-primas do autor. O último movimento, intitulado Batuque, alcançou projeção internacional e já foi executado com sucesso em várias partes do mundo.
Clara Paulino, presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, destaca a importância da apresentação: “O concerto Música Brasileira em Foco é uma grande oportunidade de trazer a cultura brasileira para o nosso público. Estamos muito honrados em abrir as portas do Municipal, com o patrocínio da Petrobras, para mais esta apresentação da Orquestra Sinfônica.”
O diretor artístico da Fundação, também reforça o valor da série: “Neste mês de junho, apresentamos obras emblemáticas de Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno e Hekel Tavares. São dois concertos imperdíveis.”
Para o maestro Cláudio Cruz, a oportunidade é única: “Reger a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro é um privilégio. Um privilégio ainda maior será conduzir essas obras-primas da música brasileira.”
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