Tratamento do câncer de mama evolui significamente no país
📸 Reprodução/Freepik
Nos últimos cinco anos, o tratamento do câncer de mama evoluiu significativamente no Brasil, com terapias menos invasivas, personalizadas e com menos efeitos colaterais. Esses avanços têm proporcionado maior qualidade de vida e mais esperança para as mulheres diagnosticadas com a doença.
O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres no Brasil e, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados mais de 70 mil novos casos em 2025. A boa notícia é que a taxa de sobrevida tem aumentado, impulsionada por diagnósticos mais precoces e tratamentos mais eficazes.
Entre os avanços, destacam-se a terapia alvo, que age especificamente nas células doentes, e a imunoterapia, que fortalece o sistema imunológico do paciente para combater o câncer. Além disso, novas técnicas cirúrgicas, como a mastectomia poupadora de pele e o uso de reconstrução mamária imediata, têm reduzido o impacto físico e emocional do tratamento.
O SUS também tem incorporado novas tecnologias, como exames genéticos que identificam mutações relacionadas ao câncer, possibilitando estratégias preventivas para mulheres com maior risco.
A médica oncologista Carla Mendes, do Hospital A.C. Camargo, ressalta que a humanização no atendimento também tem feito a diferença. “Hoje, conseguimos tratar o câncer de mama com menos sofrimento, mais acolhimento e resultados cada vez melhores.”
O diagnóstico precoce ainda é a principal arma contra a doença. Campanhas como o Outubro Rosa têm contribuído para a conscientização da população sobre a importância do autoexame e da mamografia anual, especialmente após os 40 anos.
Com os avanços, a expectativa é que mais pacientes consigam manter uma vida plena mesmo durante o tratamento. “É possível viver com qualidade mesmo após o diagnóstico de câncer. Com o apoio da família, acesso a bons profissionais e informação correta, o caminho é menos doloroso e muito mais esperançoso”, conclui a oncologista.
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