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Poeta do Rock nacional, Renato Russo faria hoje 66 anos

Hoje, 27 de março, Renato Russo faria 66 anos. Considerado um dos maiores poetas do rock brasileiro, ele ajudou a moldar a cena musical dos anos 80 com letras intensas e sociais, vendendo mais de 10 milhões de discos. Suas canções continuam fazendo sentido décadas depois, mantendo uma conexão com jovens de todas as gerações.

À frente da Legião Urbana, Renato ajudou a moldar o DNA do rock brasileiro nos anos 80, elevando o gênero a um patamar de crônica social e poesia existencial. A banda consolidou-se como um fenômeno de massas, unindo o peso do pós-punk a melodias inesquecíveis. O repertório deixado pelo grupo é vasto e inclui sucessos absolutos como “Monte Castelo”, “Quase Sem Querer”, “Será”, “Ainda é Cedo”, “Eduardo e Mônica”, “Tempo Perdido”, “Que País é Este”, “Faroeste Caboclo”, “Pais e Filhos” e “Metal Contra as Nuvens”.

A relevância de Renato para o rock nacional vai além das paradas de sucesso, pois ele deu voz a uma juventude que buscava identidade em um país em transição política. Mesmo após o auge da banda, Renato explorou novas facetas em sua trajetória solo, revelando um lado mais introspectivo e multicultural em discos como The Stonewall Celebration Concert e Equilíbrio Distante, onde cantou em inglês e italiano.

A carreira pós-Legião, embora interrompida precocemente em 1996, mostrou um artista que desejava se despir do rótulo de “salvador” do rock para se tornar um intérprete clássico. Sua discografia solo permitiu que o público conhecesse suas influências mais remotas, do folk ao cancioneiro romântico europeu. A carreira solo produziu três álbuns em estúdio: The Stonewall Celebration Concert (1994), Equilíbrio Distante (1995) e o póstumo O Último Solo (1997), focado em baladas românticas e covers em inglês e italiano. Álbuns póstumos adicionais incluem Presente (2003) e Duetos (2010).

Russo morreu em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, devido a complicações da AIDS, incluindo broncopneumopatia, septicemia e infecção urinária. Soropositivo desde 1989, o líder da Legião Urbana manteve a doença em segredo, enfrentando grave deterioração física e depressão profunda nos últimos anos. Falecendo recluso no Rio de Janeiro (RJ).

Renato Russo permanece vivo na memória de quem acompanhou sua trajetória de perto e continua sendo a porta de entrada para o rock nacional para quem o descobre hoje.

Da Redação
Foto:
Reprodução

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