Frei Welton é o novo pároco da Nossa Senhora das Graças

Tomou posse neste sábado (17) como pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, Frei Welton Cavallini. A celebração foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Paulo Roberto Beloto, e contou com a presença de diversos religiosos da Ordem Agostiniana Recoleta (OAR), além da comunidade.

Natural de Castelo (ES), Frei Welton foi catequista, participou do coral da comunidade Córrego da Prata e teve seu despertar vocacional em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. Foi ordenado há cerca de três meses e assume uma das mais tradicionais paróquias da diocese.

A Paróquia Nossa Senhora das Graças é uma das mais tradicionais da Diocese de Franca. Lá, 90 missas são celebradas todos os meses. Possui seis funcionários e dezenas de pastorais e movimentos – entre eles, o ECC (Encontro de Casais com Cristo), Cursilho, RCC (Renovação Carismática Católica), Batismo, Catequese, Crisma, Matrimônio e Liturgia.

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Frei Welton apresenta documento de posse, momento em que promete obediência ao bispo diocesano e o instante em que ele assina o livro de tombo paroquial – Fotos: Divulgação/Pascom Paróquia Nossa Senhora das Graças

Em seu discurso de posse, disse à comunidade:

Em seu discurso de posse, nitidamente emocionado, disse à comunidade: “Me ajudem a ser pastor”.

Ele ainda agradeceu ao carinho que tem recebido da comunidade paroquial e a dedicação que Frei Edmilson Vidal, o então pároco, conduziu o processo de transição. Edmilson foi formador de Cavallini, quando este era seminarista. Frei Welton ainda solicitou uma salva de palmas ao sacerdote que foi aplaudido em pé por todos os fiéis por um longo período, uma demonstração do reconhecimento dos fiéis pelo trabalho pastoral de Frei Edmilson.

Edmilson atuou por quatro anos na Nossa Senhora das Graças. Neste período, realizou inúmeras mudanças pastorais e na estrutura da Igreja. Por meio da arte, procurou evangelizar com adornos em todo o templo. Providenciou melhorias no Presbitério, Coro, Banheiros e na Casa Paroquial. Nas pastorais, abriu a Igreja para novos movimentos, atraiu jovens e mais famílias com seu carisma e liderança.

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Ele também foi acolhido como membro do Tribunal Eclesiástico Diocesano de Franca, na função de Juiz Auditor. O Tribunal é responsável por analisar e julgar se houve ou não matrimônio, segundo o Direito Canônico – o que regula as regras da Igreja Católica.

Dom Paulo Roberto Beloto, Frei Edmilson Vidal e Frei Antônio Benedito Stefani assinam como testemunhas de posse do novo pároco – Foto: Divulgação/Pascom Paróquia Nossa Senhora das Graças

Em entrevista exclusiva ao Pulsar Notícias, Frei Welton Cavallini fez questão de enfatizar que dará continuidade ao trabalho consolidado por Frei Edmilson, valorizando a doação dos leigos que atuam nas diversas frentes paroquiais.

“O trabalho pastoral é uma engrenagem viva. Cada pastor que passa deixa sementes preciosas. Meu papel é regar essas sementes e ajudar a comunidade a produzir novos frutos”, ressaltou.

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Entre os eixos de atuação do seu ministério, estão o fortalecimento das ações de assistência social e o resgate do engajamento juvenil nas atividades eclesiais.

“Uma paróquia viva precisa responder às dores do seu tempo. Franca é uma cidade vibrante, mas que também apresenta vulnerabilidades sociais que exigem o olhar atento da Igreja. A dimensão da caridade não é um apêndice, é o próprio coração do Evangelho vivido em atos”, destacou Frei Welton.

Graças: história de fé e tradição

Fachada da Paróquia Nossa Senhora das Graças e o presbitério da Igreja – Foto: Reprodução/Redes Sociais

A história da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Franca (SP), começou com um gesto de devoção que transformou uma promessa familiar em um espaço de fé para gerações de fiéis. Localizada na Avenida Major Nicácio, no bairro Cidade Nova, a igreja tornou-se uma das comunidades tradicionais da Diocese de Franca, com atuação religiosa e pastoral ligada à presença dos Agostinianos Recoletos.

A construção do templo foi iniciativa do casal Nicola Archetti e Olinda de Faria Junqueira Archetti. A decisão de erguer a igreja esteve relacionada à recuperação de um familiar após um acidente grave e à devoção de Olinda a Nossa Senhora das Graças. A família decidiu homenagear a santa com a construção de um templo e destinou a obra à Ordem dos Agostinianos Recoletos, congregação religiosa que já desenvolvia atividades em Franca.

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A igreja foi inaugurada solenemente em 27 de novembro de 1953, data dedicada a Nossa Senhora das Graças. De acordo com o relato histórico publicado pelo Sampi, o templo foi entregue mobiliado, acompanhado da estrutura destinada à residência dos religiosos.

O empreendimento se destacou por ter sido realizado a partir da iniciativa dos doadores, em vez de resultar exclusivamente de uma mobilização comunitária para arrecadar recursos e construir a igreja.

A presença dos Agostinianos Recoletos

A história da comunidade está diretamente ligada à atuação dos Agostinianos Recoletos em Franca. A ordem desenvolve atividades na região desde o início do século XX e participou da formação de diversas comunidades católicas locais.

Na Igreja Nossa Senhora das Graças, os religiosos passaram a trabalhar em 1953. A presença da ordem contribuiu para a organização da vida litúrgica, da catequese e de outras atividades de evangelização. O cadastro oficial da Diocese de Franca informa 21 de janeiro de 1960. Já um relato histórico publicado pela própria OAR (Ordem Agostiniana Recoleta) situa a elevação da igreja à condição de paróquia em 1968, quando Frei Esteban Montes assumiu como primeiro pároco. A divergência entre os registros merece ser considerada na reconstituição histórica da comunidade.

Independentemente dessa diferença documental, a trajetória do templo demonstra a continuidade da presença religiosa e pastoral dos Agostinianos Recoletos na cidade.

Uma comunidade que vai além das celebrações

Ao longo das décadas, a Paróquia Nossa Senhora das Graças consolidou uma rotina que reúne missas, catequese, formação cristã e atividades comunitárias. A vida paroquial também conta com pastorais e movimentos voltados a diferentes públicos, incluindo famílias, jovens e pessoas envolvidas nos serviços litúrgicos.

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