Arrastão da Dengue ocorre em Franca neste sábado

A Secretaria Municipal de Saúde realiza neste sábado (7) mais uma edição do Arrastão da Dengue em Franca (SP). A mobilização será concentrada nos Jardins Independência e Califórnia e nas Vilas Santos Dumont e Raycos, na Região Oeste. A iniciativa busca retirar materiais que possam acumular água e servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

A ação começa às 8h. As equipes percorrerão as avenidas Santos Dumont e Integração e a Rua Francisco Marques, recolhendo objetos deixados pelos moradores nas calçadas. Entre os materiais estão latas, garrafas de plástico e vidro, vasos, baldes e pneus.

A orientação da Secretaria de Saúde é que os moradores façam a limpeza dos quintais e deixem os materiais em frente às residências. Os objetos devem estar disponíveis para recolhimento, pois os agentes não entrarão nos imóveis.

Arrastão da Dengue em Franca amplia prevenção

A mobilização dá continuidade às ações realizadas em diferentes regiões da cidade ao longo deste ano. No final de outubro, durante uma operação no Jardim Aeroporto, foram recolhidas aproximadamente 5,9 toneladas de materiais.

O trabalho também passou pelos Jardins Palmeiras, Anita e Residencial Júlio D’Elia; pelo bairro São José e parte da Vila Santa Cruz; pelos Jardins Regina Helena, Higienópolis, Roselândia e Francano; além do Recanto Elimar I e II, Residencial Dourado e Vila Real.

No Jardim Aeroporto, foram recolhidas aproximadamente 5,9 toneladas de materiais – Foto: Divulgação/Prefeitura de Franca

Segundo dados informados pela Secretaria Municipal de Saúde, Franca contabiliza 1.163 casos de dengue em 2026, sem registro de mortes pela doença até o balanço divulgado para a realização da operação.

A retirada de objetos que acumulam água é uma das medidas para reduzir os possíveis criadouros. A prevenção, porém, também depende da vistoria frequente de quintais, jardins, calhas, caixas-d’água e outros espaços dentro dos imóveis.

Dúvidas sobre a operação podem ser esclarecidas com a Vigilância Sanitária de Franca pelos telefones (16) 3706-8437, 3706-8438 e 3706-8439.

Dengue em São Paulo: casos caem, mas alerta permanece

No cenário estadual, os registros de dengue em 2026 estão bem abaixo dos números observados no ano passado. O Governo de São Paulo informou, em 8 de outubro, que o Estado havia contabilizado aproximadamente 60,9 mil casos desde o início do ano.

Um levantamento com dados atualizados até 1º de setembro apontava 58.271 casos confirmados e 41 mortes. Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução é expressiva: naquele ano, São Paulo já havia registrado mais de 855 mil casos e 1.100 mortes, conforme os dados citados pela imprensa a partir do painel estadual.

Apesar da queda, a doença continua presente no território paulista. No levantamento de setembro, 81 dos 645 municípios do Estado estavam em situação de epidemia, considerando o critério de incidência superior a 300 casos por 100 mil habitantes.

Os dados mostram que a situação varia entre as cidades e que a redução no total estadual não elimina a necessidade de manter as ações de vigilância e prevenção. Os números estaduais e municipais possuem datas de atualização distintas e, por isso, não devem ser interpretados como levantamentos realizados no mesmo dia.

Calor e chuva favorecem reprodução do mosquito

A retirada de objetos que acumulam água é uma das medidas para reduzir os possíveis criadouros – Foto: Reprodução

A aproximação do período mais quente e chuvoso aumenta a preocupação das autoridades sanitárias. A combinação de temperaturas elevadas, umidade e água parada favorece a reprodução do Aedes aegypti e pode contribuir para o crescimento dos casos de dengue.

Em outubro, a Secretaria de Estado da Saúde reforçou o alerta para a população eliminar recipientes que possam acumular água, como vasos, pneus, garrafas, calhas e caixas-d’água sem vedação adequada.

O combate também envolve visitas de agentes de saúde, identificação e eliminação de criadouros, monitoramento de áreas com maior presença do mosquito e ações de bloqueio diante da transmissão da doença.

Um levantamento nacional do Ministério da Saúde, divulgado em outubro, mostrou que 49,2% dos municípios participantes apresentavam índices de alerta ou risco para a presença do mosquito. Vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes representaram 42,3% dos criadouros identificados. Os percentuais são nacionais e não correspondem exclusivamente ao Estado de São Paulo.

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