Agiota nega ameaças em cobrança de empréstimo

A investigação sobre um suposto esquema de agiotagem em Franca (SP) ganhou um novo capítulo com o depoimento do principal suspeito à Polícia Civil. O caso, que envolve a cobrança de uma dívida que saltou de R$ 12 mil para R$ 250 mil, traz à tona o debate sobre extorsão e juros abusivos.

Durante o interrogatório, o homem negou qualquer prática ilícita, afirmando que os valores cobrados eram fruto de negociações comerciais legítimas e refutando as acusações de que teria ameaçado a vítima para garantir o pagamento.

De acordo com as investigações, a vítima relatou um cenário de pressão psicológica constante, alegando que o montante se tornou impagável devido a taxas astronômicas aplicadas sobre o empréstimo inicial. No entanto, a defesa do suspeito sustenta que não houve coação e que os valores em questão refletem transações acumuladas ao longo do tempo.

A polícia agora trabalha na análise de documentos e mensagens para determinar se houve a prática de crime contra a economia popular e extorsão.

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“Ele negou tudo, porém temos arquivos de áudio, mídias e conversas que acabam corroborando contra a versão apresentada. Mas isso é um meio de defesa, a gente sabe que pode acontecer. Apesar disso, ele vai ser indiciado pelos crimes de usura e extorsão e o inquérito será encaminhado para a Justiça”, informou o advogado Gabriel Fernando em entrevista ao Portal GCN.

A prisão preventiva do suspeito foi cumprida na tarde da última segunda-feira (11), em uma ótica localizada na Rua do Comércio, no Centro de Franca, durante o cumprimento de mandado judicial expedido pela Justiça. De acordo com a investigação, o caso teve início após uma vítima denunciar cobranças consideradas abusivas relacionadas a um empréstimo de R$ 12 mil.