Franca aplica 10 mil doses em campanha nacional
A campanha de multivacinação realizada em Franca (SP) entre 3 de agosto e 1º de setembro terminou com aproximadamente 10 mil doses aplicadas. A mobilização teve como objetivo atualizar a carteira de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.
Com o encerramento da campanha, a vacinação não é interrompida. Os imunizantes previstos no Calendário Nacional do Ministério da Saúde, continuam disponíveis na rotina das unidades de saúde do município, permitindo que famílias possam procurem pelos serviços.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as doses aplicadas durante a campanha contemplaram diferentes imunizantes, de acordo com a idade e a situação vacinal de cada criança ou adolescente.
A secretária de Saúde, Waléria Mascarenhas, avaliou positivamente o resultado da mobilização.
“Durante esta ação, atendemos milhares de crianças e adolescentes que receberam as doses em atraso. Isso é muito importante para proteger as pessoas de sintomas graves das doenças e a saúde de todos”, afirmou.
Dentre as vacinas oferecidas estão: BCG; Hepatite B; Pentavalente; Poliomielite Inativada; Rotavírus; Pneumocócica 10-valente (conjugada) e Pneumocócica 20-valente; Meningocócica C (conjugada); Meningocócica ACWY (conjugada); Influenza; Covid-19; Febre Amarela; Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola); Varicela; DTP; Hepatite A e HPV (até os 19 anos).
Para receber as doses em atraso, basta comparecer a unidade mais próxima à residência, apresentando um documento de identidade com foto e a carteira de vacinação para conferência.
Campanha de multivacinação acompanha reforço nacional

O resultado de Franca faz parte de uma mobilização que ocorreu em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, a campanha nacional terminou em 1º de setembro com mais de 8 milhões de doses aplicadas em crianças e adolescentes menores de 15 anos.
LEIA TAMBÉM:
Hallel começa hoje com Rosa de Saron em Franca
O Dia D nacional, realizado em 22 de agosto, concentrou mais de 1 milhão de doses aplicadas em apenas um dia. A estratégia ofereceu os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação e teve como principal finalidade identificar atrasos e completar os esquemas vacinais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de manter a vacinação atualizada durante a mobilização nacional.
“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado”, afirmou Padilha durante uma ação do Ministério da Saúde em agosto.
O ministro também chamou atenção para a necessidade de manter a proteção contra o sarampo diante do registro de casos relacionados à importação do vírus. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação continua sendo a principal medida para evitar a transmissão e a reintrodução de doenças imunopreveníveis.
Brasil reduz número de crianças sem vacinação

Os dados nacionais mostram avanços na recuperação da cobertura vacinal brasileira nos últimos anos.
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Unicef divulgadas em julho apontam que o número de crianças brasileiras que não receberam sequer a primeira dose de uma vacina contendo o componente DTP — grupo conhecido como crianças “zero dose” — caiu de 360 mil em 2023 para 50 mil em 2025.
A redução foi de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% na comparação com 2023. Com o resultado, o Brasil deixou de integrar a lista dos 20 países com maior número de crianças nessa situação.
O Ministério da Saúde atribui parte desse avanço ao fortalecimento das estratégias de vacinação, incluindo campanhas, busca ativa de crianças com esquemas incompletos, vacinação nas escolas e melhorias nos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Apesar da melhora, o cenário ainda exige atenção. Segundo o Ministério da Saúde, algumas vacinas permanecem abaixo das metas de cobertura. Entre os exemplos estão a febre amarela, a primeira dose da tríplice viral e o primeiro reforço da DTP em crianças menores de dois anos, além de vacinas destinadas aos adolescentes.
Campanha de multivacinação protege contra diversas doenças
A estratégia nacional contempla diferentes imunizantes, aplicados conforme a idade, o histórico da criança ou adolescente e as recomendações do calendário oficial.
A orientação do Ministério da Saúde é que os profissionais avaliem a caderneta antes da aplicação. Dessa forma, são administradas somente as doses necessárias para iniciar, completar ou atualizar o esquema de vacinação.
A edição de 2026 teve ainda uma novidade: a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) passou a integrar a estratégia. O imunizante foi incorporado ao Calendário Nacional neste ano e amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites.
Reforço da poliomielite
Outra mudança importante ocorreu no calendário da poliomielite.
Desde 3 de agosto de 2026, o esquema passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite inativada (VIP) aos 4 anos de idade. A alteração complementa o esquema exclusivamente com a VIP adotado pelo Brasil desde 2024.
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas, mas a doença ainda não foi erradicada mundialmente. Por isso, o Ministério da Saúde reforça que manter o calendário atualizado é fundamental para evitar a reintrodução do poliovírus.
Vacinas continuam disponíveis após campanha

Em Franca, o encerramento da campanha de multivacinação não significa o fim da oferta das vacinas.
As doses continuam disponíveis nos atendimentos de rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs), das 8h às 16h.
Pais ou responsáveis devem procurar a unidade mais próxima da residência levando documento de identidade com foto e a carteira de vacinação. A equipe de saúde fará a conferência e verificará se existem doses em atraso.
A recomendação é não esperar uma nova campanha para colocar a vacinação em dia. A atualização da caderneta faz parte do acompanhamento regular da saúde de crianças e adolescentes e contribui para a proteção individual e coletiva.
Imunização protege toda a comunidade
Para o Ministério da Saúde, manter altas coberturas vacinais não representa apenas uma proteção individual. A vacinação também reduz a circulação de vírus e bactérias e ajuda a impedir o retorno ou a disseminação de doenças que podem provocar complicações graves, sequelas e mortes.
Em 2026, até o início de agosto, o Ministério da Saúde já havia distribuído mais de 177 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal. Em todo o ano de 2025, foram administradas 170,8 milhões de doses no país.
O resultado alcançado em Franca, portanto, integra um movimento mais amplo de recuperação da vacinação no Brasil. Ao mesmo tempo em que os números nacionais indicam avanço, a manutenção da proteção depende da continuidade da vacinação de rotina e da atualização das cadernetas.
A orientação é simples: conferir a carteira de vacinação e procurar uma unidade de saúde sempre que houver dúvida ou dose pendente.
1 comentário