Você sabe o que significa rapsódia?

Olá músico! Você já parou para pensar no significado da palavra “Rapsódia”?

Ela aparece em um dos títulos mais famosos da história da música: Bohemian Rhapsody, do Queen.

Mas afinal, o que é uma rapsódia? A palavra vem do grego rhapsōidía e, originalmente, estava relacionada à ideia de recitar ou reunir trechos de diferentes poemas.

Na música, o conceito ganhou outro sentido. Uma rapsódia é uma composição de forma mais livre, que pode reunir diferentes temas, melodias, ritmos e atmosferas em uma mesma obra.

É como se a música não precisasse seguir um único caminho. Ela pode começar de uma maneira e, de repente, se transformar completamente.

E talvez seja justamente isso que torna Bohemian Rhapsody tão especial.

A música começa quase como uma balada.

Depois, passa por uma seção operística, ganha peso com o rock e termina de uma maneira completamente diferente de como começou.

Não é uma música que você consegue colocar facilmente em uma única “caixa”.

E isso não é um problema.

É a própria ideia de rapsódia.

Uma reunião de diferentes partes que, juntas, formam uma única experiência.

E foi pensando nisso que comecei a pensar em uma coisa:

talvez nós também sejamos uma espécie de rapsódia.

Porque existe uma tendência de acreditarmos que precisamos ser uma única coisa.

Profissionais ou criativos.
Racionais ou sensíveis.
Fortes ou vulneráveis.
Disciplinados ou espontâneos.

Como se escolher uma versão de nós mesmos significasse abandonar todas as outras. Não é assim!

Você pode ser uma pessoa no trabalho e outra quando está com quem ama.

Pode passar anos buscando estabilidade e, de repente, sentir vontade de começar algo completamente novo.

Pode ser extremamente racional em uma situação e profundamente emocional em outra.

Pode descobrir, aos 30, 40 ou 50 anos, uma versão sua que estava adormecida há décadas.

Isso não significa necessariamente que você esteja perdido.

Talvez signifique que você está inteiro.

Uma rapsódia não precisa escolher entre seus diferentes temas.

Ela pode começar delicada, tornar-se intensa, mudar de ritmo, surpreender e depois voltar a uma melodia que já conhecíamos.

E ainda assim continua sendo uma única composição.

Bohemian Rhapsody faz exatamente isso. Ela permite que todas essas coisas existam dentro dela.

Talvez a gente pudesse fazer o mesmo.

Parar de exigir que nossa vida tenha uma única identidade, uma única profissão, um único sonho ou uma única versão de nós mesmos.

Nós mudamos.

E amadurecer é aprender a dar espaço para todas as versões que somos capazes de ser.

Como uma rapsódia.

Cheia de partes diferentes, aparentemente desconectadas…

Mas que, quando olhamos de longe, fazem parte da mesma música.

Até a próxima reflexão.

Reflexões da Dani

Tem como objetivo retratar o cotidiano do músico de forma verdadeira e leve, compartilhando experiências e inquietações que surgem entre ensaios, palcos, estudos e silêncios…

image-1 Quando o trabalho não preenche o coração

Dani Oliveira
Graduada em Gestão Financeira, especialista em Tráfego Pago, apaixonada por Marketing e COO da Musixe. Ela trabalha para aproximar alunos da música de forma acessível, humana e prática, valorizando tanto a técnica quanto a vivência artística.

Leia outros textos dela clicando aqui. Você quer continuar essa conversa? Entre no grupo no WhatsApp das “Reflexões da Dani”.

As opiniões defendidas pelos colunistas colaboradores e publicadas no Portal Pulsar Notícias não, necessariamente, refletem às opiniões do portal.

1 comentário

Publicar comentário