Angra faz história no Bangers Open Air 2026

Foi um verdadeiro “encontro de gerações”. Assim pode ser definido o show do Angra no Bangers Open Air 2026, o Memorial da América Latina. Celebrando 35 anos de estrada, o grupo reuniu no palco nove músicos que fizeram parte de sua trajetória, provando que a música e o legado da banda prevalecem.

A apresentação foi estruturada em blocos que homenagearam cada fase do Angra. O show começou com a potência de Alírio Netto (que colaborou com a banda no projeto Angra Beyond) assumindo os vocais em clássicos como “Nothing to Say” e “Angels Cry”. Mais tarde, ele retornou para momentos raros, como a execução de “Carolina IV” (tocada pela primeira vez desde 2018) e o cover de “Wuthering Heights”.

Na sequencia foi a era Fabio Lione. O atual frontman trouxe a sofisticação da fase recente, focando em faixas do álbum Cycles of Pain, como “Tide of Changes”, além de clássicos como “Lisbon” e a emocionante “Vida Seca”.

Um dos momentos mais icônicos foi a subida ao palco de Edu Falaschi, Kiko Loureiro e Aquiles Priester. Juntos a Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli, eles reviveram a formação clássica dos anos 2000, tocando hinos como “Nova Era”“Waiting Silence” e, claro, “Rebirth”.

Houve ainda uma homenagem ao fundador do grupo, o multi-instrumentista André Mtos. Um vídeo dele foi exibido nos telões, servindo de introdução para “Silence and Distance”. A música foi executada em um arranjo especial que uniu as vozes de Alírio e Edu à gravação original de Andre, em um tributo respeitoso ao eterno “Maestro”.

O encerramento não poderia ser diferente: todos os nove músicos (Edu, Fabio, Alírio, Kiko, Rafael, Marcelo Barbosa, Felipe, Aquiles e Bruno Valverde) se uniram para uma versão apoteótica de “Carry On”. A imagem de três gerações de vocalistas e instrumentistas dividindo o mesmo microfone selou o show como o evento mais importante da história recente do metal brasileiro.

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