O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, inaugurou oficialmente hoje (28) o Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes. A cerimônia histórica reuniu prefeitos, deputados, secretários de Estado e vereadores de toda a região para selar a entrega do maior investimento em saúde pública da história da Alta Mogiana.
O complexo hospitalar, que recebeu um aporte superior a R$ 186 milhões do Tesouro Paulista, foi projetado para operar com 220 leitos de internação clínica, cirúrgica e psiquiátrica, além de unidades de terapia intensiva (UTIs) nas alas adulta, pediátrica e neonatal.
A nova unidade já iniciou de maneira gradual o setor ambulatorial.Em junho, o hospital dará início às internações eletivas, focando em procedimentos programados e não emergenciais.

De acordo com as diretrizes da direção do hospital, a segunda fase da implantação prevê a abertura inicial de leitos não cirúrgicos, com a meta de disponibilizar, ainda em 2026, as primeiras 105 vagas divididas entre a clínica médica e a UTI, incluindo alas de psiquiatria adulta e pediátrica.
O vereador Daniel Bassi, que participou ativamente das articulações em São Paulo para viabilizar o empreendimento, destacou o cumprimento do acordo firmado pelo Executivo estadual.
“O nosso governador Tarcísio cumpriu com sua palavra, honrou a programação feita pelo ex-governador Rodrigo Garcia e Franca consolida agora o maior investimento da história na saúde pública de nossa região”, declarou Bassi. O parlamentar relembrou que a conquista demandou um esforço suprapartidário conjunto com o deputado Arnaldo Jardim e com prefeitos da região para garantir uma estrutura com ambiente climatizado e equipamentos de ponta.

Durante a solenidade, o governador Tarcísio de Freitas enfatizou o impacto do novo equipamento na descentralização do atendimento médico. “É uma mudança significativa para a estrutura da saúde pública em Franca e na região. Era um investimento necessário para termos um equipamento que oferecerá o melhor para a população”, disse.
Dom Diógenes Silva Matthes

O Hospital Estadual leva o nome de Dom Diógenes Silva Matthes, primeiro bispo da Diocese de Franca (SP). Com o lema episcopal “Amados no Senhor!”, Matthes conduziu a Diocese de Franca até 28 de novembro de 2006, quando teve sua renúncia aceita pela Santa Sé por motivo de idade, tornando-se Bispo Emérito. Faleceu dez anos depois, vítima de um infarto fulminante.
“Dom Diógenes dedicou sua vida ao cuidado das pessoas, especialmente das mais necessitadas. É uma homenagem justa eternizar seu nome em um hospital que terá justamente a missão de salvar vidas e acolher quem mais precisa. Dar seu nome a um hospital com essa missão é uma homenagem justa e carregada de significado”, ressaltou Delegada Graciela.
Polêmica
Nos bastidores da política regional, a inauguração do Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes retomou uma polêmica antiga: quem realmente é o responsável por conquistar a vinda da unidade para a cidade? Segundo reportagem do Portal F3 Notícias, o ex-prefeito de Franca, Gilson de Souza, afirmou que a articulação política iniciou durante seu governo.

“Filho feio ninguém quer ser o pai, mas filho bonito todo mundo quer ser”, declarou o ex-prefeito, em nítida referência a diversos políticos que passaram a citar participação no processo de implantação da unidade.
Segundo publicação da Assembleia Legislativa (Alesp), Gilson de Souza (DEM), então deputado estadual em 2008, solicitou à José Serra (PSDB), então governador do Estado, a construção do Hospital das Clínicas de Franca.
“A construção deste hospital terá grande alcance social para a população da região de Franca. Por isto se torna fundamental a sua construção, tornando possível, assim, ampliar a qualidade no tratamento dos pacientes”, disse Gilson à epoca.
Regionalização
No Brasil, não existe uma lei federal que determine uma distância mínima ou máxima entre unidades do “Hospital das Clínicas” ou hospitais públicos de alta complexidade em cidades diferentes. O que existe é uma organização regional do SUS (Sistema Único de Saúde). Nela, os governos estaduais e o Ministério da Saúde definem quais cidades serão referência hospitalar para atender outras cidades da região.Na prática, municípios pequenos não podem ter Hospital das Clínicas.Pacientes podem ser encaminhados para outra cidade próxima ou até distante.
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