A palavra TENTAR não significa nada!

Olá músico! Outro dia, fiquei pensando em uma palavra que usamos com muita frequência: tentar.

“Vou tentar aprender a tocar violão.”

“Vou tentar voltar a estudar.”

“Vou tentar realizar aquele sonho.”

“Vou tentar mudar de vida.”

Percebe como essa palavra aparece sempre que falamos de algo que queremos fazer, mas ainda não tivemos coragem de começar?

Para mim, existe uma diferença enorme entre dizer que vamos tentar fazer alguma coisa e decidir que vamos fazer.

TENTAR NÃO É FAZER. TENTAR NÃO É UMA AÇÃO.

Pense bem: quando dizemos “vou tentar”, na maioria das vezes, não estamos assumindo um compromisso real com aquilo que queremos. Estamos apenas expressando uma intenção, sem necessariamente decidir o que faremos para concretizá-la.

É como se a palavra nos desse uma justificativa antecipada caso nada aconteça. Afinal, nós não prometemos fazer. Prometemos tentar.

Mas tentar o quê? Por quanto tempo? De que maneira? Qual será o próximo passo?

Sem uma atitude concreta, a palavra não muda absolutamente nada.

Imagine alguém que diz: “Vou tentar aprender a tocar violão”.

Essa pessoa pode passar meses repetindo essa frase e continuar sem tocar uma única nota. A intenção existe, o desejo existe, mas a ação não.

Agora, imagine que ela diga: “Vou estudar violão por 15 minutos todos os dias, começando hoje”.

Percebe a diferença?

Na segunda frase, existe uma decisão. Existe um compromisso. Existe algo que pode ser colocado em prática.

A intenção não realiza o sonho. A ação é o que tira o sonho do campo das ideias e o coloca em movimento.

E isso vale para quase tudo na vida.

Quantas pessoas dizem que vão começar a fazer exercícios, mas nunca começam? Quantas afirmam que vão estudar, mudar de profissão, aprender um idioma ou desenvolver uma habilidade, mas continuam esperando o momento ideal?

O problema nem sempre é a falta de vontade. Muitas vezes, é o hábito de confundir o desejo de fazer alguma coisa com a decisão de realmente fazê-la.

É claro que nem tudo depende exclusivamente da nossa vontade. Existem limitações, imprevistos e circunstâncias que fogem ao nosso controle. Também podemos começar algo e descobrir que precisamos mudar de estratégia.

Mas existe uma diferença entre agir e não conseguir o resultado esperado e nunca sair do lugar porque ficamos apenas no “vou tentar”.

Quem age pode errar, aprender, corrigir a rota e recomeçar. Quem não age permanece exatamente onde estava.

Você não precisa ter certeza de que vai conseguir. Precisa decidir o que está disposto a fazer para chegar lá.

Em vez de dizer “vou tentar aprender violão”, comece pela primeira aula.

Em vez de dizer “vou tentar realizar meu sonho”, identifique o primeiro passo e coloque-o em prática.

Em vez de esperar sentir confiança, comece mesmo sem ter todas as respostas.

Você não precisa fazer tudo hoje. Precisa fazer alguma coisa hoje.

Na Musixe, por exemplo, você pode começar a aprender música no seu ritmo, mesmo que nunca tenha segurado um instrumento. Não precisa saber tocar para começar a estudar. Precisa apenas transformar a vontade em atitude.

Por isso, quero deixar uma pergunta para você:

O que você vive dizendo que vai tentar fazer, mas ainda não começou de verdade?

Talvez seja hora de parar de repetir essa promessa e tomar uma decisão concreta.

Porque, no final das contas, a vida não muda quando dizemos que vamos tentar. Ela começa a mudar quando fazemos alguma coisa a respeito.

TENTAR NÃO É FAZER. Querer não é fazer. Planejar não é fazer. Em algum momento, você precisa sair das palavras e partir para a ação.
Tire a palavra TENTAR do seu vocabulário!

Reflexões da Dani

Tem como objetivo retratar o cotidiano do músico de forma verdadeira e leve, compartilhando experiências e inquietações que surgem entre ensaios, palcos, estudos e silêncios…

image-1 Quando o trabalho não preenche o coração

Dani Oliveira
Graduada em Gestão Financeira, especialista em Tráfego Pago, apaixonada por Marketing e COO da Musixe. Ela trabalha para aproximar alunos da música de forma acessível, humana e prática, valorizando tanto a técnica quanto a vivência artística.

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