Muito antes da abertura oficial, no palco central, o Hallel já movimenta Franca (SP). A 39ª edição do evento, que será realizada de 4 a 7 de setembro, com entrada gratuita, envolve uma rede que ultrapassa os limites do Parque de Exposições Fernando Costa e mobiliza hotéis, empresas de transporte, alimentação e toda economia da cidade.
Durante os quatro dias, serão mais de 80 atrações e mais de 20 missas. Para receber o público, aproximadamente 19 mil metros quadrados de estrutura serão utilizados, entre tendas para erguerem dezenas de módulos, além do palco central – um dos principais do evento.
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A movimentação também chega à rede hoteleira. No Hotel Dan Inn Franca, a ocupação para o período está atualmente em torno de 70%, com expectativa de chegar a 100% nos próximos dias, seguindo o comportamento de edições anteriores.
Segundo a gerente geral Flávia Trindade, a procura aumenta à medida que o evento se aproxima.
“Todos os anos percebemos um aumento significativo na procura por hospedagem durante o Hallel. A expectativa é que a ocupação chegue a 100%, por isso recomendamos que os participantes que ainda não fizeram sua reserva e antecipem para garantir a hospedagem e evitar a falta de disponibilidade”.
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O movimento também alcança municípios próximos. No Hotel Havaí, em Patrocínio Paulista, o gerente Anderson Borges destaca o aumento da demanda durante o período.
“Nosso hotel sempre fica cheio nesse período do Hallel, movimenta bastante. É um evento que tem grande importância para nós. Percebemos que tem crescido muito o turismo religioso em nossa região”, revela.
FLUXO REGIONAL
A chegada de visitantes também movimenta o transporte. Empresas e organizadores de excursões de diferentes cidades montam grupos para participar do festival.
Em Uberaba (MG), a técnica de enfermagem Célia Santiago Gomes organiza uma caravana para o Hallel há três anos. O grupo, que começou com familiares, amigos e pessoas da paróquia, cresceu pelas indicações. Neste ano, ela já reservou um ônibus com capacidade para 46 passageiros.
“Começou com um grupo pequeno, família, paróquia e amigos, e foi crescendo com o boca a boca. O Hallel é um momento de renovação espiritual, louvor e encontro com Deus. Fazer em caravana fortalece a união das pessoas e toda a comunidade. Fica mais seguro, mais acessível e a gente vive tudo junto”, conta Célia.

Os números ajudam a mostrar a operação necessária para entender como o festival católico além de evangelizar também movimenta, em diferentes áreas, toda a economia de Franca e região.
A praça de alimentação também tem uma função que se estende para além do festival: toda a renda obtida com a comercialização de alimentos e bebidas é destinada para manutenção das atividades da Escola Hallel ao longo do ano. São ações de formação, estudo, evangelização e oração, dando continuidade ao trabalho realizado pela organização durante todo o calendário.
Para o presidente do Hallel Franca, Gabriel Faleiros, a movimentação gerada pelo evento está ligada justamente à continuidade desse trabalho.
“Quando o Hallel acontece, existe toda uma cidade se movimentando junto com o evento. São hotéis, transporte, alimentação, fornecedores e, principalmente, milhares de voluntários que se dedicam para que tudo aconteça. Mas o trabalho não termina quando o Hallel acaba. A renda da praça de alimentação ajuda a manter as atividades da Escola Hallel durante todo o ano. Ou seja, o que acontece nesses quatro dias também contribui para o trabalho de evangelização realizado nos meses seguintes”.
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