O centro de Franca (SP) sofre uma onda de vandalismo em peças de preservação da memória e do patrimônio cultural da cidade. A tradicional estátua Mãe Francana, instalada há cerca de sete décadas no cruzamento das ruas Estevão Leão Bourroul e Simão Caleiro, voltou a ser mutilada. Em uma nova ação de furto, criminosos cortaram e levaram a cabeça da criança que fica no colo da estátua. As informações são do Portal GCN.
O monumento feito de bronze é considerado uma das obras de arte pública mais afetivas do município, pois simboliza a proteção, o acolhimento e o amor maternal. A peça vem sendo destruída em etapas. Em março deste ano, ladrões arrancaram os braços da figura principal e pedaços do corpo do bebê.

Em episódios anteriores, já haviam sido furtadas as mãos da mãe, o pé direito da criança e a placa de bronze que identificava a obra.
A estrutura da escultura é oca, mas a espessura do material exige a utilização de serras ou ferramentas de grande porte. Moradores e comerciantes do Centro afirmam que as ações ocorrem sem constrangimento, demonstrando planejamento e tempo de execução por parte dos criminosos.
A principal suspeita das autoridades é que o metal nobre seja comercializado ilegalmente em ferros-velhos a preços irrisórios para o financiamento do vício em drogas.
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A destruição da Mãe Francana não é um caso isolado e reflete um problema generalizado que afeta diversos pontos do município.
Na Praça Sabino Loureiro, no bairro Estação, a estátua O Menino Tirando o Estrepe — inspirada no clássico romano Lo Spinario e também com sete décadas de história — teve pernas e braços serrados no primeiro trimestre do ano. Em julho, um homem chegou a arrancar o corpo de bronze de 50 quilos da base e tentou levá-lo em uma carriola antes de abandonar a peça ao ser notado por pedestres.

Outros marcos públicos importantes sofrem com o mesmo descaso e vandalismo. O Relógio do Sol, situado no Centro, teve suas placas informativas de metal furtadas sucessivamente, levando a Prefeitura a retirar o que restava para evitar perda total. Além disso, monumentos em homenagem a figuras públicas locais e até mesmo sepulturas no Cemitério Santo Agostinho foram invadidas e danificadas para a extração de bronze, alumínio e mármore.
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A repetição dos crimes acendeu o alerta em relação à eficácia do sistema de videomonitoramento do município e à fiscalização do comércio de sucatas. Entidades culturais e moradores pedem rigor nas investigações da Polícia Civil e maior patrulhamento da Guarda Civil Municipal.
A comunidade cobra a punição dos receptores de metal roubado para conter o desmantelamento progressivo da história e da identidade urbana francana.
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