O único herói da sua vida é você
Olá músico! Sabe uma coisa que demorei a entender? Ninguém vai viver a minha vida por mim.
Podem existir pessoas que me amam, amigos que torcem por mim, familiares que desejam o meu bem e pessoas que aparecem no caminho para me ajudar. E sou muito grata por isso.
Mas, no final do dia, quando as portas se fecham e fico sozinha com as minhas escolhas, sou eu quem precisa decidir o que fazer com a vida que tenho.
Ninguém pode estudar por mim. Ninguém pode realizar os meus sonhos no meu lugar. Ninguém pode ter a disciplina que eu preciso ter, tomar todas as decisões que me cabem ou enfrentar os desafios que só eu conheço.
O único herói da sua vida é você.
E não estou falando de ser invencível, de nunca precisar de ajuda ou de ter todas as respostas. Estou falando de assumir a responsabilidade pela própria história.
Muitas vezes, esperamos demais dos outros. Esperamos que um amigo nos incentive, que um familiar nos dê apoio, que alguém reconheça o nosso potencial, que uma oportunidade apareça ou que alguma circunstância mude para que finalmente possamos começar.
Às vezes, esperamos até que o mundo se torne mais justo, que a economia melhore, que as pessoas mudem ou que a vida nos dê um sinal.
E, enquanto esperamos, o tempo continua passando. É claro que existem injustiças, dificuldades e situações que não controlamos. Nem todo mundo começa do mesmo lugar, tem as mesmas oportunidades ou enfrenta os mesmos obstáculos.
Mas existe uma diferença entre reconhecer aquilo que está fora do nosso controle e entregar a outras pessoas o poder de decidir o nosso futuro.
Você pode não escolher todas as cartas que a vida lhe entrega. Mas pode trabalhar para decidir como vai jogar com elas.
Não espere que seus amigos realizem seus sonhos. Não espere que seus parentes entendam todas as suas escolhas. Não coloque nas mãos de políticos, das circunstâncias ou de qualquer outra pessoa a responsabilidade pelas atitudes que cabem a você.
E, independentemente da sua fé, não confunda esperança com passividade. Acreditar em algo maior pode lhe dar força, mas isso não elimina a importância das suas próprias ações.
Ter responsabilidade pela própria vida não significa controlar tudo. Significa não abrir mão daquilo que está ao seu alcance. Quer aprender a tocar violão? Comece a estudar.
Quer mudar de profissão? Pesquise, prepare-se e dê o primeiro passo. Quer desenvolver uma habilidade que sempre admirou em outras pessoas? Pare de acreditar que isso é um privilégio reservado a quem nasceu com talento.
Você não precisa esperar que alguém apareça para lhe dar permissão para começar.
E sabe o que considero mais interessante? Quando você assume a responsabilidade pela própria trajetória, também deixa de depender tanto da aprovação dos outros. Você começa a tomar decisões porque fazem sentido para a sua vida, e não apenas porque alguém acredita nelas.
Talvez você erre. Talvez precise recomeçar. Talvez descubra que o caminho é mais difícil do que imaginava. Tudo bem. O fracasso de uma tentativa não precisa se transformar na definição de quem você é. Pode ser apenas uma experiência que ensina o que fazer diferente na próxima vez.
Por isso, quero que você pense em uma coisa hoje: Se você parasse de esperar que alguém ou alguma circunstância mudasse, o que começaria a fazer pela sua vida?
Não precisa ser uma transformação gigantesca. Pode ser dedicar quinze minutos por dia a algo que deseja aprender, organizar um plano ou retomar um projeto que ficou esquecido.
O importante é entender que a sua história não precisa ficar parada até que todas as condições sejam perfeitas.
Peça ajuda quando precisar. Valorize quem caminha ao seu lado. Agradeça pelas oportunidades que recebe. Ninguém precisa vencer sozinho.
Mas não terceirize a responsabilidade pela sua felicidade, pelo seu crescimento e pelos seus objetivos. Afinal, as pessoas podem caminhar com você, oferecer conselhos e até abrir portas. Mas atravessá-las é uma decisão sua.
Não espere um herói aparecer para salvar a sua história. Comece a construir a história da qual você terá orgulho de se lembrar.
Reflexões da Dani
Tem como objetivo retratar o cotidiano do músico de forma verdadeira e leve, compartilhando experiências e inquietações que surgem entre ensaios, palcos, estudos e silêncios…

Dani Oliveira
Graduada em Gestão Financeira, especialista em Tráfego Pago, apaixonada por Marketing e COO da Musixe. Ela trabalha para aproximar alunos da música de forma acessível, humana e prática, valorizando tanto a técnica quanto a vivência artística.
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